Terça-feira, Setembro 08, 2009

Chuva em casa

Meu despertador me acordou às 6h, dizendo:
_ Levanta menina, você tinha prometido que ia despertar cedo todos os dias para correr!
Olhei pela janela e vi o brilho do sol fazendo par com o azul do céu. No quarto, meu edredon alaranjado me chamava para mais alguns minutos de sono.
Os minutos transformaram-se em horas de sonhos. Quando acordei, o cenário estava diferente. Chuva e relâmpagos andavam de braços dados nas ruas de São Paulo.
No meu caderno de anotações, uma lista de coisas para fazer. Mas todas elas podiam esperar, porque a chuva que caía lá fora me dava cada vez menos vontade de sair de casa.
Assim fiquei, por horas, até anoitecer. Vou me deitar. Espero que amanhã o sol brilhe novamente.

Chuva cai sem parar

Quinta-feira, Setembro 03, 2009

Blog reativado

Há uma semana (exatamente hoje) acordo todas as manhãs em São Paulo. Depois de ter ido para Jonville em 2007 e voltar para Floripa em 2008, resolvi tentar minha vida de jornalista por aqui.
Ainda não tenho emprego e conto com a ajuda financeira dos meus pais, o que me deixa bastante incomodada. Estou em busca de trabalho, mas até agora não apareceu nada, e eu começo a ficar cada vez mais ansiosa.
Fora esse detalhe, que é nada menos que o principal, estou adorando a cidade. Parece que estou aqui há tempos, mas sei que ainda tenho muito para conhecer e descobrir. Mas já peguei ônibus sozinha, me perdi no metrô e fiz meu primeiro treino de corrida no Ibirapuera. Já tenho algumas histórias para contar, como uma ida ao Bixiga, na festa de Nossa Senhora de Achiropita, um pós-assalto na frente de casa com policiais de arma em punho, torcedores de futebol com pedaços de pau na mão, um rolo com dinheiro no banco e por aí vai.
Por essas e outras eu resolvi reativar o blog, para dividir um pouco desses causos que acontecem a cada esquina. Um pouco das histórias de um grão de areia em meio a um mar de gente.

Terça-feira, Fevereiro 17, 2009

memê bacaninha

Só agora consegui parar por aqui e dar continuidade ao memê que o Mário me mandou. A tarefa é falar sobre seis coisas aleatórias da minha vida. Tá, é difícil, mas vamos lá.

1 - Em algumas noites, posso apagar a luz do meu quarto que a luz da lua deixa tudo iluminado.

2 - Meu maior sonho era morar sozinha, mas quando consegui realizar não aguentei o tranco.

3 - Sou indisciplinada e não consigo dar continuidade a muitos de meus projetos.

4 - Gosto de cuidar das pessoas que eu amo, como se fossem meus filhos.

5 - Eu já encontrei o homem da minha vida. Mas ainda preciso me encontrar.

6 - Quando gosto de alguma coisa, quero fazer sempre e sempre, até enjoar.

Agora eu tenho que passar para seis pessoas. Os escolhidos são: Fabiano,, Rafa, Ju, Nane. Falta uma pessoa, mas eu não sei mais quem indicar.


Quarta-feira, Fevereiro 11, 2009

enfrentamento

O céu está negro lá fora, e meu coração nervoso aqui dentro. Parece que vai ter uma tempestade, igual a que vai ter dentro de mim, porque hoje vou enfrentar alguns medos... Não sei se me livrarei de todos. Mas sempre fico assim antes de enfrentar a poltrona amarela. Quando estou sentada nela, a moça que está à minha frente sorri, faz cara de espanto, de interesse, e outras... Mas no fim, sempre consigo ficar um pouco mais leve e entender mais as emoções que sinto. Mas é muito comum essa minha sensação antes de chegar até a cadeira amarela. Muitas vezes tenho vontade de desisitir, de ligar avisando que eu não vou. Mas quando acaba, saio com um sorriso no rosto. Por que será que desvendar medos é tão difícil?

Sábado, Fevereiro 07, 2009

o rio que expande

"Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada,os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar.Voltar é impossível na existência.

Você pode apenas ir em frente. O rio precisa se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece. Porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano. Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento. Assim somos nós. Só podemos ir em frente e arriscar. Coragem! Avance firme e torne-se Oceano!"

texto do Osho, gentilmente cedido pela Ju. Me identifiquei totalmente, porque nesse momento eu sou o rio.

Sexta-feira, Fevereiro 06, 2009

novo livro

Depois de muito tempo sem comprar um livro, ontem fiz uma bela aquisição. Comprei Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, do Marçal Aquino.

A propaganda foi da Ju e do Upi, que me falaram super bem dele. Vi uma palestra do Marçal Aquino na faculdade, quando ele lançou o livro-roteiro de O Invasor, que virou filme dirigido pelo Beto Brant.


Abri o livro e, na segunda folha, antes mesmo de começar a história, a frase: "O amor é sexualmente transmissível".

Acho que vou me apaixonar. Estava com saudade de mergulhar de cabeça em uma história.




Quarta-feira, Fevereiro 04, 2009

dance dance dance



Essa é tão bonitinha... A primeira vez que ouvi foi no desfile da Isabela Capeto, na SPFW. Na hora queria ela pra mim. Depois esqueci, e aí essa semana reencontrei por acaso, no twitter do Carlão. É tão meiga.

quebrando algumas regras


Certa vez eu esperava por um amor com liberdade. Um amor que tudo me permitisse e a quem tudo eu permitisse. Na teoria, achava que era fácil, simples como a soma de dois mais dois, que resulta em quatro. Hoje finalmente aconteceu. Porque eu encontrei a pessoa que me possibilita viver esse amor livre e tão sonhado. E para quem pensa que uma relação usual é difícil, prepare-se, porque a liberdade tem ainda mais interrogações, medos, dúvidas.

Quando a atração está ao seu lado, é muito mais fácil. Basta revelar para o parceiro e esperar para ver o que acontece. Aconteceu comigo, foi tão bom. O melhor é ver que o parceiro te entende, sabe que uma atração física não é suficiente para encerrar um amor, muito mais forte. E então a atração pode até acabar, pois foi tratada com tanta naturalidade...

Mas de repente é o parceiro quem sente atração por outra pessoa. Aí é a parte mais difícil. Ver que a pessoa que você ama também sente atrações por outras pessoas. Que o desejo é assim, aparece, saudável. Mas que no começo machuca, porque estamos (eu estou) acostumados à hipocrisia, em que o parceiro sente desejo e não revela, ou coloca em prática. Afinal, foi assim que nascemos e crescemos, assim nossos pais e avós nos ensinaram, assim foi dito na igreja e na escola.

Só que o amor pode ser muito mais que isso, se conseguirmos ultrapassar essa pequena fronteira que se chama ciúme, medo, dúvida. É preciso muita força e amor... Será que conseguirei?